Com o aumento expressivo de praticantes de escalada, trilhas e travessias no Brasil, as montanhas estão mais cheias, trazendo à tona debates sobre segurança, impacto ambiental e a necessidade de instrução para iniciantes. Para compreender a fundo esse cenário em transformação, foi lançada a edição 2025 do Censo Montanhismo (CEMON).
Disponível para preenchimento até o dia 27 de fevereiro, a pesquisa é uma iniciativa voluntária que visa coletar dados sobre quem frequenta as montanhas brasileiras. O questionário abrange desde informações demográficas até hábitos de consumo, modalidades favoritas e a percepção dos usuários sobre a infraestrutura e segurança dos locais.
Um legado de dados O projeto dá sequência a um esforço histórico iniciado em 1998 por Marcelo Sá e continuado por diversos pesquisadores independentes ao longo das décadas. A atual gestão, idealizada por Giselle Saraiva de Melo (diretora da ACEC-MG), busca profissionalizar e ampliar o alcance desses dados.
Na edição anterior, realizada em 2020, foram coletadas quase 3 mil respostas. O levantamento revelou um perfil majoritariamente masculino (69%), branco (73%) e residente no Sudeste, com preferência por caminhadas e escalada. O objetivo agora é atualizar essas informações para subsidiar ações de preservação, políticas de acesso e orientar o mercado outdoor.